15.12 - Criatividade para ganhar mercado
13.12 - Inédito
18.09 - Pesquisa do HUCFF pode diminuir fila de transplante pulmonar
15.09 - Um novo conceito de morada
 
 
 

19.12 - Itaguaí tem “força-tarefa” contra a dengue

Prefeitura se prepara para evitar epidemia

A dengue não tira férias. Esse é o slogan da campanha permanente que a Prefeitura de Itaguaí realiza para prevenir a doença. A Secretaria de Saúde atua em várias frentes e espera reduzir o número de casos da doença que, ultrapassou 700 em 2008. Uma das principais ações é o “Mini dia D”. Toda quarta-feira, um bairro recebe profissionais da Diretoria de Vigilância em Saúde, que orienta a população em relação à prevenção, e da Secretaria de Urbanismo, que realiza a limpeza de possíveis focos do mosquito Aedes Aegypti.

A Secretaria de Saúde recebeu, ainda, o reforço de 70 patrulheiros da saúde, alunos da rede municipal de ensino escolhidos a partir de um concurso de desenhos e redações. Desde setembro, monitorados por 35 professores, os estudantes distribuem panfletos, colam cartazes nas lojas e, com a ajuda dos funcionários da Secretaria de Saúde, organizam palestras nas comunidades em que moram.

Os patrulheiros também relatam à Secretaria a existência de possíveis focos de dengue, como terrenos com acúmulo de lixo e caixas d’água destampadas. A partir de dezembro, os patrulheiros contarão com a ajuda de soldados mirins, alunos que também se engajaram na campanha e que vão atuar mesmo durante as férias escolares.

Outro evento semanal acontece às sextas-feiras: uma tenda é montada na praça central da cidade e lá agentes de saúde distribuem material informativo e orientam os moradores. Nos postos de saúde há vasto material que explica as principais medidas de prevenção. Já nas escolas municipais está em andamento o projeto Panelinha, em que uma equipe multidisciplinar orienta alunos, professores e pais.

Também é realizado um sério trabalho nas unidades de saúde. Uma equipe da Coordenação de Vigilância Epidemiológica fica permanentemente no Hospital Municipal São Francisco Xavier monitorando os casos de suspeita de dengue. O sangue dos pacientes é colhido rapidamente e enviado ao laboratório Noel Nutels para sorologia. Assim o diagnóstico é feito com mais rapidez, permitindo agilidade no início do tratamento.

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17.12 - Férias de Janeiro aquecem venda de triciclos

Pé na estrada, ou melhor, rodas na estrada. Tem gente que passa 335 dias só esperando os trinta dias de férias merecidas. Pegar o carro, a família, as malas e seguir viagem. Mas há quem prefira ousar e se jogar em novas aventuras. Prova disso é que as vendas de triciclos aumentam, e muito, no mês de dezembro.

Pessoas com perfis, profissões e gostos diversos, mas todas com um objetivo: aproveitar as férias de janeiro no melhor estilo. “Desde pequeninho gosto de estrada. Fui criado em estrada, em cima de caminhão. Sempre fui ligado em duas rodas, já tive várias motos. Agora quero experimentar uma coisa nova. Uma emoção diferente”, conta Sebastião dos Santos Peixoto, 53 anos. A paixão por estrada está explícita até na profissão: Sebastião é proprietário de uma transportadora em São Paulo. Seu plano agora é montar com sua esposa no triciclo modelo Sport e rumar até Foz do Iguaçu, a 1.200 km de Tatuí, interior paulista, onde mora.

Os usuários explicam que o triciclo é a opção perfeita para quem gosta de viagens longas. Além de dar mais conforto e segurança, permite carregar mais bagagens. “Eu só viajo com minha esposa e com muita bagagem. Tenho viajado pelo Brasil e o movimento de veículos aumentou muito, está muito difícil andar de moto, muito perigoso. Um amigo me recomendou e achei a idéia boa. Quando contei para o pessoal do meu clube, eles disseram que eu era louco de deixar a moto. Quando expliquei, o motivo acabaram me dando razão”, relata o corretor de imóveis bahiano Rogério Borelli, de 51 anos, que se prepara para apresentar a seus amigos de motoclube o seu Super Top By Cristo no próximo encontro de motociclistas na Chapada Diamantina.

Vendas aquecidas em dezembro

Enquanto montadoras de carros e motos amargam período de crise, a proximidade com as férias de janeiro esquentou as vendas de triciclos By Cristo. A fabricante paulista recebeu 25 encomendas para o último mês do ano. “Enquanto as montadoras não estão conseguindo vender, nós aumentamos a produção. Isso é bastante positivo”, comemora Cristopher Prado, um dos sócios da empresa.

Os clientes aparecem de todas as partes do país, mas boa parte deles é do Nordeste. “Temos muitos clientes do Nordeste, provavelmente por ser uma região praiana, onde não chove tanto. O motivo de quem compra, em geral, é viajar nas férias, especialmente para viagens longas. Os casais compram bastante e a mulher é quem mais incentiva, por se sentir mais segura, mais confortável do que em uma moto”, analisa Hélio Gonçalves Júnior, gerente da By Cristo.

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16.12 - Promessas do Ano Novo

Faça sua lista de promessas do ano novo virar realidade


Ano que vem vou trocar de carro, de namorado, emagrecer, mudar de emprego... Menos de um mês para 2009 e a lista de metas a serem cumpridas no novo ano só aumenta. Entre os desejos, um é quase unanimidade: perder peso. Para não ficar mais um ano apenas na promessa, a psicóloga Yara Daros, idealizadora do programa de reeducação alimentar Forma Leve, dá dicas para quem quer levar uma vida mais saudável e dar um up no visual, muitas vezes, pré-requisito para quem também quer mudar de namorado, de emprego...

Para Yara, o primeiro passo é entender que o processo de emagrecimento não deve ser abrupto, conseguido através de dietas rígidas ou excesso de exercícios, porque ambos são prejudiciais à saúde e podem ter efeito reverso. A psicóloga destaca que a ansiedade é o maior pecado cometido nesse processo. “Pressa. Essa é a maior dificuldade. As pessoas querem emagrecer tudo hoje. Não querem reeducação alimentar, querem dieta rígida que faça emagrecer rápido. O problema é que, depois, engorda-se tudo de novo. Além de prejudicar a saúde, a pessoa acaba se frustrando e come ainda mais”, alerta.

Os efeitos de um regime severo podem ser percebidos no dia-a-dia. Mal-estar, mau humor e fraqueza são alguns dos sintomas desagradáveis. “O organismo vai sofrer, o indivíduo vai sofrer. Não e bom eliminar peso sofrendo. Ele vai ficar indisposto, cansado, com tonturas. Isso afeta a rotina, o trabalho e a relação com as outras pessoas”, ressalta a fundadora do Forma Leve.

Já que o projeto é para o ano inteiro, Yara aconselha que o emagrecimento ocorra de forma gradativa e que sejam estabelecidas metas para cada mês. “O interessante é que a pessoa determine uma meta para um ano. Se quer eliminar trinta quilos, o ideal é distribuir esse total pelos doze meses, perder de três a quatro quilos a cada 30 dias, por exemplo”, explica a psicóloga.

É comum a pessoa pensar que tem problemas para emagrecer ou tendência a ganhar peso quando, na verdade, sofre de compulsão alimentar. Por isso, é fundamental para a eficácia do tratamento identificar qual o problema a ser enfrentado. “Muita gente tem compulsão alimentar, mas desconhece. Eu tinha esse problema, mas não sabia. Depois que identifiquei que comia por compulsão, as coisas mudaram completamente”, revela Yara Daros, que criou o programa há oito anos depois de uma experiência pessoal.

Forma Leve

O Forma Leve existe desde 2000 e sua eficácia já pôde ser comprovada por cerca de 5 mil pessoas. O programa orienta a mudar a relação com os alimentos, através de uma reeducação alimentar, sob orientação de um nutricionista e de uma psicóloga. O método se baseia em reuniões semanais que podem ser feitas em grupos ou individualmente. Durante as reuniões, são discutidos temas relacionados à alimentação e são dadas dicas de como preparar alimentos e optar por comidas mais saudáveis, além de sessões de relaxamento e de promoção de atividades como caminhadas ecológicas
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15.12 - Criatividade para ganhar mercado

Um Investimentos cria clubes defensivos como estratégia para tempos de crise

Cautela e análise podem ser garantia de retorno financeiro em tempos de turbulência no mercado. A corretora Um Investimentos lançou mão dessa estratégia para lançar dois novos clubes, Amendoeiras e Reserva, voltados para atender a demanda de clientes em busca de retorno acima das aplicações convencionais, como renda fixa e poupança, com a garantia de níveis reduzidos de risco.

Segundo Fernando Friedheim, área de gestão de recursos da Um Investimentos, o fato da corretora possuir cerca de 90% dos clientes pessoa física, cerca de 150 clubes e uma média de 50 participantes cada torna necessário investir em alternativas que consigam manter a atratividade de investir na bolsa, mesmo com um cenário de incerteza. “Fizemos simulações com os novos clubes e o comportamento do mercado desde o início do ano, com atenção especial para o período desde o início da crise, para analisarmos qual teria sido o desempenho até agora. Os cenários traçados mostram grande potencial para a obtenção de um retorno maior que os investimentos tradicionais”, diz.

O Reserva Clube de Investimentos possui carteira com renda variável, composta por papéis de empresas que possuem alta liquidez, grande valor de mercado, fundamentos sólidos, bom histórico e potencial de distribuição de lucros através do pagamento de dividendos.

Já o Amendoeiras Clube de Investimentos é voltado para clientes com perfil mais conservador. A montagem da carteira parte da premissa que o atual momento não justifica assumir altos riscos e a posição deve estar defendida, por isso, é composta por ações e derivativos da Vale e da Petrobras, além de instrumentos de renda fixa, buscando as melhores oportunidades disponíveis no momento e agregando valor aos cotistas com baixo nível de risco.

Desde janeiro, a Um Investimentos acumula um aumento de 57% no número de clientes. Somente em outubro, o crescimento foi de 14% em relação ao mês anterior, que segundo Giancolli, pode ser explicado pelo fato de haver pessoas que estão aproveitando a oferta de ações em baixa para começar a investir. “Os novos clubes são uma forma de apresentar sempre novas alternativas aos clientes. Essa estratégia é fundamental dentro da linha de ação da corretora, de disponibilizar gerentes exclusivos e prestar um serviço ‘taylor made’ para os clientes”, finaliza.

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13.12 - INC realiza primeiro transplante de órgãos descelularizados em doenças congênitas no Rio de Janeiro

O Instituto Nacional de Cardiologia (INC), referência do Ministério da Saúde no tratamento de doenças cardíacas, realizou em novembro o primeiro transplante de homoenxerto descelularizado em doenças cardíacas congênitas do Rio de Janeiro. Uma paciente de 29 anos recebeu uma válvula pulmonar e parte da artéria pulmonar para corrigir anormalidades causadas pela Tetralogia de Fallot, doença congênita que causa a abertura na parede que separa os dois lados do coração, estreitamento severo da artéria pulmonar, anormalidades no ventrículo direito e na artéria aorta. Os pacientes com a doença apresentam cianose (cor arroxeada) nos lábios e nas extremidades dos dedos.

Transplantes de homoenxerto são realizados desde a década de 60 e consistem na retirada de válvulas de corações de indivíduos falecidos, cujos órgãos não apresentam condições seguras para transplante. O ineditismo do procedimento realizado pelo INC é a técnica de separação das células, que reduz o risco de rejeição e de novas intervenções cirúrgicas.

Segundo o diretor geral do Instituto, Hans Fernando Dohmann, para a segurança do procedimento as válvulas são classificadas quanto ao tamanho, compatibilidade sanguínea e imunológica. “Aplicamos detergentes enzimáticos, uma espécie de sabão, que retira as células do doador e mantém intacta sua estrutura. Uma vez implantada no receptor, as próprias células do organismo tratam de revestir aquela matriz, que passa a ser reconhecida como própria. Isso reduz a possibilidade de rejeição e inflamação e aumenta a durabilidade da válvula no novo organismo”, explica.

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07.11 - Hipertensão Arterial

Instituto Nacional de Cardiologia (INC) realiza estudo para verificar o envelhecimento fisiológico

O serviço de Hipertensão Arterial, do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), em parceria com a Coppe-UFRJ, está realizando um estudo para verificar o efeito do envelhecimento e do treinamento físico aeróbico na modulação autonômica da freqüência cardíaca – capacidade do coração responder prontamente às demandas impostas pelo ambiente e pelo próprio organismo. O estudo faz parte da tese de mestrado da fisioterapeuta Gabriela Alves Trevizani.

“Como o envelhecimento fisiológico (livre de doenças) ocasiona alterações no sistema cardiovascular relacionadas com a predisposição de doenças cardíacas, se for comprovada que a prática de exercícios físicos é capaz de minimizar essas alterações, estaremos criando uma proposta de mudança no estilo de vida como forma de prevenção das doenças”, explica a fisioterapeuta, que está selecionando homens de 20 a 60 anos, saudáveis e não-fumantes.

Os voluntários passarão por exames, como teste de esforço submáximo (escolhido por não exigir muito) e eletrocardiograma de alta resolução, para verificar se há diferenças no controle da freqüência cardíaca entre dois grupos distintos, um sedentário e outro fisicamente ativo, em quatro faixas de idade.

Os interessados em fazer parte do estudo devem entrar em contato com a Divisão de Hipertensão Arterial do INC através do telefone
2285-3344 ramal 2270.

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07.11 - Dia Nacional de Conscientização sobre o Zumbido

HUCFF realiza evento para concientizar a população sobre o tema

Na próxima terça-feira, 11, o Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido (GAPZ) e problemas auditivos do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) realizará um evento com o propósito de fornecer informações atualizadas para os portadores do sintoma. Segundo a otorrinolaringologista do HUCFF e coordenadora do GAPZ, Patrícia Ceminelli, o zumbido afeta aproximadamente 15% da população mundial e 30 milhões de brasileiros sofrem desse incômodo.

“O zumbido não é uma doença, e sim um sintoma, como a dor de cabeça e a febre”, esclarece a médica. Caracterizado pela presença de um som nos ouvidos ou na cabeça sem que seja produzido por uma fonte externa, o tipo mais comum de zumbido pode ser constante ou intermitente, e está presente em 80% dos casos. Já os zumbidos objetivos podem ser ouvidos por pessoas próximas ao paciente e está presente em 20% dos portadores. “Nesse caso, os zumbidos estão associados a problemas vasculares na região da cabeça e pescoço ou contraturas musculares dos músculos do ouvido ou palato”, explica Ceminelli.

De acordo com a médica, para diagnosticar é necessário realizar uma investigação minuciosa do histórico clínico do paciente, complementado por testes físicos, exame de sangue e audiometria (método usado para medir a audição). “Muitas doenças podem causar o zumbido e mais de uma causa pode estar presente no mesmo indivíduo. É um longo caminho para descobrir de quais doenças o zumbido é o sintoma”, explica a especialista.

O GAPZ foi criado em 1999 e já existe em oito cidades do Brasil. O grupo visa fornecer informações atualizadas e de fácil linguagem para os portadores do zumbido e até mesmo para quem tiver interesse no assunto. Segundo Patrícia Ceminelli, muitos portadores apresentam repercussões importantes na vida diária e por isso a troca de experiências é fundamental. “O paciente deve saber que as reuniões não substituem o tratamento convencional orientado pelo médico”, alerta. Formado por profissionais voluntários, o grupo funciona com reuniões gratuitas mensais, toda quinta-feira, das 15h30 às 17h30, no 12° andar do HUCFF, Auditório Alice Rosa. As reuniões são abertas ao público e não é necessário encaminhamento.

O GAPZ solicita que, se possível, a pessoa confirme presença pelos telefones 2562-2842 / 9578-4590 ou pelo e-mail gapzrj@forl.org.br . O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho fica na Rua Professor Rodolpho Paulo Rocco, n° 255 - Cidade Universitária - Ilha do Fundão.

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20.09 - Chega de Saudade

Reza a lenda de que no beco localizado na Rua Duvivier, em Copacabana, no Rio de Janeiro, as garrafas voavam dos apartamentos, por causa do barulho feito pelos freqüentadores de quatro boates ali localizadas. Por isso, o lugar foi chamado de "o beco das garrafas". Reduto da Bossa Nova, um dos movimentos musicais mais famosos do Brasil e que está completando 50 anos, o Beco reunia os maiores talentos da época.

Passado meio século, o Beco das Garrafas e suas boates continuam no mesmo lugar, porém de portas fechadas para o público. Mas, em breve, o maior templo da Bossa Nova, voltará a animar as noites de Copacabana. Um grupo de empresários se reuniu para promover a revitalização do Beco das Garrafas, autorizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Os imóveis já foram comprados e estão sendo reformados.

Apenas duas casas serão reabertas. A Litlle Club funcionará como uma memória da Bossa Nova, onde estarão disponíveis gravações, fotos, instrumentos e qualquer outro objeto que traga lembranças da época. O espaço será dedicado à música instrumental e o público poderá visitar, apreciar, bater papo, tomar seu uísque, e ouvir uma boa música, é claro. Já a Bottle´s, apresentará shows diários de Bossa Nova para os turistas e cariocas.

A previsão é que até o fim do ano o Beco já esteja funcionando. O projeto da reforma é assinado pelo compositor, instrumentista, cantor, arquiteto e artista plástico, Carlos Alberto Pingarilho, que iniciou sua carreira artística no final dos anos 50, atuando em conjuntos musicais ao lado de Marcos Valle. A direção artística será assinada por Luis Carlos Miele, que, junto com o compositor Ronaldo Bôscoli, formou a dupla Miele & Bôscoli, responsável pela direção e produção de diversos espetáculos, além de programas musicais em emissoras de televisão.

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18.09 - Pesquisa do HUCFF pode diminuir fila de transplante pulmonar

Hospital estuda forma alternativa para tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
A cada 10 segundos morre uma pessoa no mundo vítima de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), mais conhecida como enfisema pulmonar. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o número de óbitos ao ano já chega a 2,75 milhões. A doença é a quarta maior causa de morte mundial e no Brasil o número de doentes chega a sete milhões. O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), centro de excelência para diagnóstico e tratamento da doença, está realizando um estudo que tem como principal objetivo reduzir a fila do transplante pulmonar.

O estudo avalia uma forma alternativa de tratamento que propõe a implantação de seis a oito válvulas respiratórias unidirecionais com a função de desinflar o pulmão do paciente, já que um dos sintomas é a dificuldade de lançar o ar dos pulmões para a atmosfera. O procedimento visa atenuar as crises da doença, além de evitar a cirurgia redutora de volume pulmonar e as indicações para transplante. “Com esse estudo concluímos que é possível controlar a DPOC. Os participantes estão sendo submetidos a apenas uma sessão para implantação dessas válvulas, com duração média de uma hora, e já apresentam melhora na qualidade de vida. Eles já conseguem realizar atividades antes impossíveis como subir escadas e fazer longas caminhadas.” comemora Marina Lima, pneumologista à frente da pesquisa no HUCFF.

A DPOC é uma doença crônica, progressiva e irreversível. A causa pode ser genética, devido à deficiência de uma enzima fundamental para o funcionamento normal do pulmão (alfa 1 antitripsina). Mas o tabagismo contribui para o aumento de sua incidência. Os fumantes representam o maior grupo de risco, pois 20% desenvolvem a doença e 80% daqueles que sofrem com ela, ainda são fumantes ativos. “Antes, o número de pacientes era preferencialmente masculino. Hoje não há mais essa relação de gênero, pois as mulheres estão fumando mais. Os fumantes passivos também estão vulneráveis à patologia”, lembra Marina Lima.
Os sintomas da doença são cansaço, tosse, chiado no peito, sensação de falta de ar e dificuldade para realizar tarefas rotineiras, inclusive em relação a esforços físicos simples, como cruzar as pernas e amarrar os sapatos. A OMS prevê que a DPOC será a 3ª causa mortis mais comum até 2020. No ambulatório do HUCFF são atendidos mensalmente cerca de 200 pacientes.

Como participar da pesquisa:
Pré-requisitos – Ter diagnóstico de DPOC e ser alfabetizado.
Exames necessários – Teste de caminhada, ecocardiograma, eletrocardiograma, gasometria arterial, avaliação nutricional, habilitação pulmonar, entre outros. Todos são realizados no próprio HUCFF.
Inscrições - Durante todo o ano o HUCFF recrutará participantes para a pesquisa através dos telefones 2562-2194 ou 3105-0064, de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h. Todos os candidatos inscritos integrarão um banco de dados do hospital.

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15.09 - Um novo conceito de morada

Bairro Novo muda conceito de bairro planejado no Brasil, com empreendimentos em grande escala, qualidade de vida e infra-estrutura

Com uma política econômica atraente e um déficit habitacional de cerca de 1,5 milhão de moradias, famílias com faixa de renda entre 4 e 10 salários mínimos se tornaram um público cada vez mais promissor para as empresas que investem no setor imobiliário. A boa oportunidade no mercado fez surgir um grande negócio: a Bairro Novo. A empresa foi criada em 2007 a partir da união da expertise da Gafisa no desenvolvimento simultâneo de grandes projetos imobiliários ao know-how da Odebrecht, que possui experiência em implementação de infra-estrutura em grandes áreas. O objetivo da Bairro Novo é ser líder em habitação popular. Até o fim de 2008, serão lançadas 15 mil unidades em uma área em construção de 1,25 milhão de metros quadrados.

A proposta é inovadora: construir bairros planejados, de mil a 10 mil unidades, com qualidade de vida e infra-estrutura. O projeto é do arquiteto Roberto Candusso e chama a atenção pelos atributos, antes só usados em empreendimentos de média/alta renda. Os bairros são formados por diversos condomínios integrados, com casas de 2 e 3 dormitórios e apartamentos de 2 dormitórios, localizados em zonas residenciais. Segundo Roberto Senna, presidente da Bairro Novo, a empresa estuda projetos em todas as regiões metropolitanas do país. “Quase a totalidade dos municípios com mais de 200 mil habitantes sofre atualmente com o déficit de moradias”, declara.
O grande diferencial é a dimensão dos projetos. Até o momento, as poucas empresas do mercado brasileiro especializadas na construção de bairros planejados produziram empreendimentos com, no máximo, mil unidades. Com a chegada da Bairro Novo, a escala dos projetos traz o impacto positivo em questões como qualidade de vida e infra-estrutura nas cidades que receberão os empreendimentos. O Bairro Novo Cotia, lançado em dezembro de 2007 no município de mesmo nome, a 30 km de São Paulo, terá 75 condomínios, num total de 2.386 unidades, entre casas de 2 e 3 quartos e apartamentos de 2 quartos. No primeiro módulo, 100% vendido, serão construídas mil unidades e o prazo para entrega é previsto para fim de 2008.

Um bom exemplo do impacto causado pelo projeto é o Bairro Novo Camaçari, lançado em julho no município baiano. O projeto está localizado no bairro Jardim Limoeiro, que conta com apenas 3% de esgotamento sanitário. Ao final da construção do Bairro Novo, que terá, como todos os empreendimentos, 100% de rede de água e esgoto em uma área de 750 mil metros quadrados, o Jardim Limoeiro estará inserido em uma nova realidade. Outro dado importante: Camaçari possui pouco mais de 220 mil habitantes. Quando estiver com todas as unidades entregues, o Bairro Novo Camaçari abrigará cerca de 18 mil pessoas, se considerarmos famílias de quatro pessoas morando em cada uma das 4.500 unidades, um aumento de quase 10% na população do município que viverá em perfeitas condições de moradia, infra-estrutura, transporte, educação, segurança e acesso a serviços. Essas garantias existem porque, ao longo da construção, a Bairro Novo proporciona melhorias também na região onde os bairros são instalados, como a ampliação de escolas, recuperação de vias públicas em parcerias com os governos locais, e pequenas reformas, visando a melhor adaptação da comunidade ao empreendimento.

Atributos de classe A com condições únicas de financiamento
Todos os empreendimentos contam com as mesmas características: infra-estrutura completa; segurança (o bairro é fechado e possui guarita); ruas asfaltadas e sinalizadas; iluminação pública; redes de água e esgoto; coleta de lixo; área comercial, com lojas, padaria, farmácia e mercado; proximidade com escolas, rede de comércio e serviços; facilidade de acesso e de transporte público; além de área verde, composta de bosque, trilhas ecológicas e praças; e áreas de lazer, equipadas com playground, quadras de esporte, churrasqueiras e equipamentos adaptados de acordo com os hábitos locais.
O projeto é baseado no modelo de habitação do México, onde são construídas mais de 700 mil moradias por ano. Por lá, com incentivos governamentais, as construtoras, até então focadas no alto padrão, passaram a urbanizar extensas áreas nas periferias das grandes cidades. Como os empreendimentos são em grande escala, foi desenvolvido um método produtivo industrial, através do qual as construções são feitas com moldes, onde é aplicado o concreto. Os moldes já têm a previsão para a parte elétrica e hidráulica, o que reduz tempo e custo.

Todas as unidades têm preparação para telefone, antena, TV a cabo e Internet, e a pintura externa é feita com tinta acrílica. Além disso, dependendo da região, outras facilidades podem ser agregadas. Na região Nordeste, por exemplo, há também preparação para instalação de ar-condicionado no quarto do casal. Os moradores também poderão ampliar suas casas de forma planejada e organizada, já que receberão um projeto pré-aprovado de anexo (quarto e banheiro).
Com público-alvo formado por famílias com faixa de renda entre 4 a 10 salários mínimos, em geral recém constituídas, como casais com filhos pequenos, ou pessoas solteiras que buscam maior independência saindo da casa dos pais, a Bairro Novo criou condições de financiamento utilizando recursos do FGTS repassados pelo ABN Amro-Real. O custo varia de acordo com o empreendimento e o comprador pode financiar até 90% do imóvel, com o pagamento dos 10% restantes podendo ser feito até a entrega das chaves. As taxas de juros são de 6% ao ano para renda familiar até R$ 1.875,00 e de 8,16% ao ano para até R$ 4.900,00. O prazo para pagar é de até 25 anos.

Sustentabilidade e estímulo à comunidade
O maior objetivo da Bairro Novo após a entrega dos empreendimentos é manter vivo o conceito do projeto através da garantia da qualidade de vida dos moradores. Por isso, a empresa investe em uma política sustentável que estimula ações de geração de renda para o condomínio no futuro, entre elas, a coleta seletiva de lixo e a coleta de óleo de cozinha. Todos os bairros terão, ainda, uma associação de moradores, que será capacitada pela empresa, que vai regular as diretrizes e regras para garantir a conservação e a manutenção do imóvel e o bom convívio.

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